4.07.2012

Boa noite.

E ela diz: "Amor." E eu digo: "Amor", e ficamos muito tempo calados a ouvir as gotas de chuva caírem no pátio, sobre as copas negras das árvores, naquele quarto de que ninguém sabe o lugar, o tempo, as estrelas invisíveis, escondidas.
"Achas que haverá duas gotas a caírem exactamente no mesmo momento?"
"Depende da precisão, da probabilidade, depende da velocidade do vento. Dói-me o lado esquedo do peito. Uma dor interior, nem à superfície. Uma dor tão real como a imaginação, uma dor sentimental. A dor da morte no meu peito diante do esplendor da tua cara."

Barely Legal, Pedro Paixão.

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