- i'm back...
- now what?
- we should start over again...
- and again......
10.07.2007
9.14.2007
_friend

« Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! - "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa
9.09.2007
_um ou dois
tu insistes. espias.
eu só me desvio.
e olha, até agora tem corrido bem,
tem dado resultado.
[afinal ha mesmo coisas fantásticas, não há]
eu só me desvio.
e olha, até agora tem corrido bem,
tem dado resultado.
[afinal ha mesmo coisas fantásticas, não há]
8.28.2007
8.26.2007
.é tempo

parece que afinal sempre tinhas razão. se calhar fechei mesmo o livro cedo de mais. mas é assim. há sempre coisas que têm de ser feitas, e esta era uma delas. há coisas que têm mesmo de ser, e não são porque são, são porque têm de ser aquilo que sempre foram. seguir a ordem natural das coisas. a ideia não era bem esta, começamos mal, e vamos acabar mal. porque eu quero encerrar de vez o livro, pode ser? já não há prologo nem epilogo que lhe valha, já não há historia. a historia que queríamos construir, construímos. eu sei. nem sei se há historia que possa ser contada. há aquele minúsculo, microscópico momento que merece ser guardado, transcrito para que não caia na memória do esquecimento, na memória do passado. ignorância. talvez seja isso. não, é isso mesmo. vou voltar a escrever o livro. vou riscá-lo, corrigi-lo, apagá-lo se for preciso. a única coisa que deixo é o tal microscópico momento em que me fizeste acreditar que era verdade. éramos verdade. e estava certo. que existia um nós. um pequenino nós. que, é pena, vício, mas o teu tempo acabou.
[eu sei. os príncipes encantados também existem]
8.10.2007
.story
be carefull what you wish for.
the story start now.
And she says... maybe it's over. He says... there's plenty more fish in the sea. I say... don't go away...don't go away... Please don't go away, from me. But can you take it to hard. I'll never leave you.
No, i won't.
the story start now.
And she says... maybe it's over. He says... there's plenty more fish in the sea. I say... don't go away...don't go away... Please don't go away, from me. But can you take it to hard. I'll never leave you.
No, i won't.
[say.. nevermind. you can't take care.]
8.08.2007
_perfection
8.05.2007
_epílogo

devorei-te. devorei a ultima pagina. não por ser a ultima, por ser a primeira de alguma coisa. exclui pontos finais, mudei virgulas, inseri parágrafos, citações e aspas, aspas, aspas. queria que não ficasse nada por escrever,ou por dizer. se não leres, paciência, vais acabar por perceber. o que é certo é que conclui o livro, mesmo achando que nunca lhe conseguiria dar um fim. tenho a certeza, sem dizer que ficou perfeito, que ficou excepcional, à medida. exactamente à nossa medida.
[se algum dia tiver de o modificar, que seja porque me esqueci de um ponto de exclamação.]
7.25.2007
.nem tudo

porque as saudades não matam. e vais pensado nisso o dia todo, mesmo que elas não matem. sabes que agora já está, está feito e já não tens maneira de voltar atrás. recomeçar. pensas que se calhar podia ter sido diferente. e talvez tivesse sido bom se tivesses feito alguma coisa. ou dito alguma coisa. enfim, não disse nada. e não vejo outra razão para ter sido assim. porque no fim de contas eu é que tentei ver aquilo que não existia. dar razão ao que não tinha razão alguma. e afinal, isso não chegou para alimentar fosse lá o que fosse. no fim não era nada, ou não foi nada. já nem sei se chegou mesmo ao fim, porque também não tenho a certeza se chegou a existir algum inicio. ou ate um meio. nada foi tão linear, que gosto de pensar que não há fim. e se houver, sinto-me mais que preparada.
[vou fechar o livro. não demores]
7.21.2007
...
This is our last goodbye.
I hate to feel the love between us die.
Just hear this before I go.
You gave me more to live for.
More than you'll ever know.
This is our last embrace.
Must I dream and always see your face?
Why can't we overcome this and more?
Baby, maybe its 'cause you didn't know me at all.
Kiss me, please kiss me.
But kiss me out of desire, babe, not consolation.
Over...
[last goodbye~jeff buckey]
7.18.2007
.the question
se ao menos o sono pegasse. os dias andam fracos de rigor. já lhes começa a pesar, de saudade, de sentir. dos dias, ao menos. já que as noites são bem piores, lentas. desde que te ausentaste que tem sido assim. os dias passam com o peso de passar, com o ter de ser, porque quase sempre tem de ser mesmo que eu não queira que seja assim. tem sido. e insistem em continuar a ser. já que não ousas a deixar de dar importância a essa tua ausência duradoura e teimosa, caprichosa. se ao menos o amor bastasse. garanto-te que tenho de sobra, que de para os dois.
- e se ele te perguntasse?
- dizia que não...
- será?
- talvez já tenha passado a oportunidade...
[tinha de ser assim. já devias saber]
- e se ele te perguntasse?
- dizia que não...
- será?
- talvez já tenha passado a oportunidade...
[tinha de ser assim. já devias saber]
7.14.2007
.trip
7.06.2007
.the end of the afair
"- (...) I want you to be happy, that's all.
- You'd make my bed for me?
- Perhaps.
Insecurity is the worst sense that lovers feel: sometimes the most humdrum desireless marriage seems better. Insecutiry twists meanings and poisons trust."
[trying, working]
- You'd make my bed for me?
- Perhaps.
Insecurity is the worst sense that lovers feel: sometimes the most humdrum desireless marriage seems better. Insecutiry twists meanings and poisons trust."
[trying, working]
7.05.2007
.regresso
tinha tantas saudades tuas...
(porque é que só dizes agora?)
e eu tuas
(pudera)

não posso voltar a estar tanto tempo sem te ver
(aperto)
não voltes a estar tanto tempo longe de mim
(quase que me esquecia)
foi um mês
um mês? de certeza?
(o que que achas? tenho os dias contados)
uma eternidade
[e afinal, voltas sempre]
7.03.2007
.vergilio
"Sinto que se aproxima de mim um destino que não escolhi. O amor corrói-me a pele, mistura-se ao desejo e não me deixa sossegar, nem mesmo quando durmo - mas o amor não é eterno. Deve ser avassaladora e medonha a última noite de amor...(...)Precisava bem de falar de ti, arrumar contigo duas ideias. Não sei bem que ideias sejam antes de as pensar e começarem a existir. Não sei bem o que sejam além desta curiosidade de as pensar... Gostava de saber porque te amo nesta forma estranha de te não ter amado nunca..."[ in "na tua face", vergilio ferreira]
6.23.2007
.magic sound
Leave me out with the waste.This is not what I do.It's the wrong kind of place.To be thinking of you.It's the wrong time.For somebody new.It's a small crime.And I've got no excuse.
damien rice ~ nine crimes
6.20.2007
.alma gémea
6.17.2007
.colloquies in the bed II

vais ficar?(levantas a cabeça e segues me com os olhos)
vais ou não?(continuo o minucioso trabalho de tentar limpar vestígios de tabaco no lençol)
hoje não posso.(silêncio)
amanha tenho de me levantar cedo.
faz tanto tempo que não ficas.(fixo a atenção no barulho da chuva)
já sabes.
tenho de ir para poder voltar.(já me esquecia)
.demasiado portátil
"Já de nada serve tentares enganar-te a ti próprio (...). Acordas numa manhã igual a todas as outras com a certeza que o amor não se repete. (...) Percebes, deitado de costas, com uma irrecusável nitidez que quem amas se quer ver livre de ti para sempre e só ainda tem a piedade ou a pena de não te dizer pelas palavras mais simples. Quer que o descubras por ti e partas por tua livre vontade. Como se tivesses lugar para onde ir. Não ousas tocar-lhe, não ousas dizer uma palavra sequer, choras baixinho para que não acorde. (...) Deixou de te amar, uma coisa simples que pode sempre acontecer a quem quer que seja, está sempre a acontecer por todo o lado. Uma coisa irreversível e irreparável e estúpida como um desastre inesperado. Não ousas mexer-te, com receio de ouvires as palavras temíveis. (...) Sentes tanto medo que continuas imóvel. Não sabes para onde fugir, onde te esconderes. Quem se encontra deitado ao teu lado é o teu perigo, e não tens qualquer esperança, nem vontade, de lhe sobreviver. Sentes só uma dor aguda no peito que vai e volta para se fazer melhor sentir, uma faca que te espetam devagar e com maldade. Quem te amou e deixou de te amar, que se enganou, uma coisa tão simples como isso, tão vulgar como esta, só que és tu que estás ali parado e ferido sem te poderes levantar, sem poderes acabar o que quer que seja ou recomeçar o que quer que seja, nesta manhã igual a todas as outras em que descobres o que já sabias e maldizes a vida que por instantes vos uniu e vos separou."
pedro paixão
[parabéns para ti P.]
pedro paixão
[parabéns para ti P.]
6.16.2007
.meros dias
continuar a achar que assim não está bem. teimosia. é como saber que tem de ser assim. só não me apetece admitir que não sei aceitar e reconhecer. deixa lá. a teimosia que me ensine a pensar assim. não quero deixar de pensar que por algum motivo as coisas vão mudar. tenho a certeza que sim. e prefiro pensar assim, do que pensar que não. assim ainda pode ser que voltes para mim.


[já devias estar aqui]
todas as historias de amor são iguais
...
Com o meu coração cansado, cansado de gostar e de deixar de gostar. Cansado de lembrar e ver, de ver a lembrança à minha frente, e a felicidade atrás de mim, cansado do presente, de ver e de comparar uma com a outra. Cansado de discutir, de não explicar, não perceber, não ser percebido, de perdoar e não ser perdoado.
Cansado de sorrir do meu sorriso, da maneira que a lágrima tem de cair e secar, das portas, das janelas, do ar dentro das casas. Cansado de me animar, de me apanhar a meio do chão, de me meter no carro, de me servir, de me levantar.
Com o meu coração cansado de não saber o que sente, e de descobrir sempre de repente o que não sabe. Com o coração cansado de saber. Cansado de mentir. Cansado de esquecer. Mas coração, mesmo assim.
Com o meu coração cansado, cansado de gostar e de deixar de gostar. Cansado de lembrar e ver, de ver a lembrança à minha frente, e a felicidade atrás de mim, cansado do presente, de ver e de comparar uma com a outra. Cansado de discutir, de não explicar, não perceber, não ser percebido, de perdoar e não ser perdoado.
Cansado de sorrir do meu sorriso, da maneira que a lágrima tem de cair e secar, das portas, das janelas, do ar dentro das casas. Cansado de me animar, de me apanhar a meio do chão, de me meter no carro, de me servir, de me levantar.
Com o meu coração cansado de não saber o que sente, e de descobrir sempre de repente o que não sabe. Com o coração cansado de saber. Cansado de mentir. Cansado de esquecer. Mas coração, mesmo assim.
[só tu não cansas. és vicio]
6.14.2007
.red shoes
_compra-me uns sapatos vermelhos.
com o verdadeiro toque feminino. uns que tenham um salto frágil. que se partam, como os da menina do filme. compra-me uma ilha. leva-me para lá. deixa-me lá ficar. fica lá comigo. toca-me uma música. os dedos encruzilhados nas cordas da tua viola. compra-me um livro. escreve lá dentro tudo. escreve na primeira página. constrói um barco. pode ser uma canoa, tanto faz. leva-me ao mar. leva-me a qualquer lado. a um qualquer menos este. faz qualquer coisa. já sabes que eu sou assim. preciso de provas de amor. não do amor. ao amor prefiro o vicio._
com o verdadeiro toque feminino. uns que tenham um salto frágil. que se partam, como os da menina do filme. compra-me uma ilha. leva-me para lá. deixa-me lá ficar. fica lá comigo. toca-me uma música. os dedos encruzilhados nas cordas da tua viola. compra-me um livro. escreve lá dentro tudo. escreve na primeira página. constrói um barco. pode ser uma canoa, tanto faz. leva-me ao mar. leva-me a qualquer lado. a um qualquer menos este. faz qualquer coisa. já sabes que eu sou assim. preciso de provas de amor. não do amor. ao amor prefiro o vicio._
[não te tiro da cabeça. não quero]
.another life
penso em ti ainda. de maneira diferente. mas penso. não sei bem o porquê. se calhar foi o que sempre pensei. estamos ligados por um fio invisível. tenho a alma presa a tua. a telepatia. não fui eu que quis que fosse assim. mas tinha mesmo que ser. há coisas que têm mesmo de ser. por mais que a espera se torne longa. por mais que pareça que não. ás vezes tem mesmo de ser assim. mais vale deixar que seja. não fazer perguntas. nem perder tempo de mais a arranjar uma justificação. ou até mesmo uma solução. gosto mais de pensar que se é assim é porque tinha de ser.
[i'll see you in a next life.]
[i'll see you in a next life.]
.colloquies in the bed I
(vira-se)
olha lá
podes dizer-me o que é que se passa?
(viro-me)
nada.
nada?
(silencio)
eu já sei reconhecer o nada e o alguma coisa.
então devias saber que não é nada.
(vontade de gritar. confusão)
disse alguma coisa?
(riso)
tu nunca dizes nada.
(outra vez silêncio. mais duradouro)
e isso quer dizer o que?
(humpf)
olha, não sei explicar. podemos adiar esta conversa para outro dia? já adiamos tanto que mais um dia não faz mal.
(nervos. nervos.nervos)
tens a certeza?
(não, claro que não)
tenho.
(sorriso. outra vez)
é o meu dever respeitar isso, não é?
sim, é.
(beijo na testa)
(sorriso. vontade incontrolável de chorar.)
[sleep well, my love]
6.13.2007
.a kafka

"(...) nós precisamos de livros que nos afectam como um desastre, que nos magoam profundamente, como a morte de alguém a quem amávamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para uma floresta longe de todos. Um livro tem que ser como um machado para quebrar o mar de gelo que há dentro de nós. É nisso que eu creio."
Franz Kafka, carta a Oscar Pollak, 1904
.do outro lado da rua
talvez não mereças, mas é assim que tem sido. se calhar a culpa é minha. embora seja mais fácil culpar-te a ti. até pode ser falta de coragem. sentir-me culpada. nem que seja um bocadinho. é mais fácil culpar-te a ti. olha que ás vezes também sinto a tua falta. mas não digo. já sabes, sou assim. não aprendi ainda o verbo. não aprendi a verbalizar. porque acho que ainda não cresci o suficiente. ainda estou a aprender. tu és (foste) uma lição. o problema é que ainda não a aprendi. ainda não a sei de cor. porque é mais fácil culpar-te a ti.
.espaço

"O gelo é frio e as rosas são vermelhas. Estou apaixonada. E este amor vai decerto arrastar-me para longe. A corrente é demasiado forte, não tenho escolha possível. Mas já não posso voltar atrás. Só posso deixar-me ir com a maré. Mesmo que comece a arder, mesmo que desapareça para sempre"
in, "sputnik, meu amor"
[deu me para isto. tiras-me a inspiraçao]
in, "sputnik, meu amor"
[deu me para isto. tiras-me a inspiraçao]
.porque sim
« o meu coração dá-te como morta, mas tenho a tua imagem, o teu rosto deitado sobre o meu como se dormisses sobre mim. Guardo-a contra o tempo e contigo, para levar no momento em que eu deixe de viver. Nós somos tão brancos. Com a tua escuridão e a minha cegueira, nós somos tão brancos e tão parecidos que me custa abrir os olhos e não te ver. »
in, "cemitério de raparigas"
[hoje apetece-me...]
in, "cemitério de raparigas"
[hoje apetece-me...]
.always
“Oiço essa voz escrita, isso basta-me muitas vezes para adormecer. Lembro o cheiro do café logo de manhã, ou ao entardecer, entre os insectos na varanda. O aroma do tabaco. Estar descalça no chão. Nadar. Pão. Queijo. Dois livros ou três (…)”
in "a noite, o que é?"
in "a noite, o que é?"
6.12.2007
.dias assim
apetece gritar. gritar-te. arrancar-te cá de dentro. expulsar-te. duma só vez. num só grito.
vicio.
ficaste-me na memoria. trago-te ca dentro, preso na memoria. na alma.
[doce veneno]
.sombra_
tens medo? eu sei, também tenho. ás vezes passa. as vezes quando te sentas de costas, as mãos abertas debaixo do queixo. dois segundos. pensas. eu penso. sei que é a altura. talvez fosse a altura certa. tu queres dizer. eu também quero. parece que pensamos o mesmo. aquilo que queremos dizer é exactamente igual. igual ao que nenhum de nós consegue dizer. fico sempre a espera que o digas. sempre a espera de ser eu a dizer. aquilo que já não da para esconder. aquilo que quero, que tenho de dizer.
um dia, quando for o momento certo. talvez já seja tarde demais. e aí a verdade pode mudar. uma coisa do tipo. quando me quiseres, já não vou estar aqui para te querer.
[Maybe you’re better off this way.]
um dia, quando for o momento certo. talvez já seja tarde demais. e aí a verdade pode mudar. uma coisa do tipo. quando me quiseres, já não vou estar aqui para te querer.
[Maybe you’re better off this way.]
6.11.2007
.time(out)
need you.
5.08
5.09
5.10
5.11...
the clock stops.
you're not here. with me.
I am useless when you are not with me.
[vicio]
5.08
5.09
5.10
5.11...
the clock stops.
you're not here. with me.
I am useless when you are not with me.
[vicio]
.coisas do pedro

Há dia, sabes, em que gostava de ser como o gato e que me tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento - um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesses levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar.
[pedro paixao, in "assinar a pele"]
.lovely

"You and me. Meant to be. Immutable. Impossible. It's destiny. Pure lunacy. Incalculable. Insufferable. But for the last time. You're everything that I want and ask for. You're all that I'd dreamed."
[stand inside your love]
.09/07/2007
6.07.2007
.onde more step

as mãos tremem. não me sais da cabeça. levanto-me. há qualquer coisa que ficou por dizer, por explicar ou esclarecer. um cigarro agora ia bem. tiras-me o sono e a inspiração, amor impossível, tardio e sufocante. preciso da tua música. de distracção, que ela te tire daqui. já sabia que ias ser mau para o negocio, ias viciar, habituar, querer mudar. há qualquer coisa aqui, há qualquer coisa no caminho, qualquer coisa que me faz querer ficar aqui. parte desta confusão que fazes comigo.
és a dor. doí pouco, mas doí. doí devagarinho quando ataca o pensamento e a constante convicção de querer ser forte, parar pelo caminho. a verdade, é que não sei como. já avancei de mais (ou avançamos os dois?). eu não sei parar. sinceramente, também não sei se quero parar. e mesmo se quisesse acho que já não ia saber como parar. e só preciso de dizer. de falar. de agir.
e talvez de vez em quando doa um bocadinho. talvez de vez em quando seja um bocadinho maior do que quero ver. esta coisa que não digo, e que não é o que podia gostar de ver. mas não é. e dói como se fosse. só que só um bocadinho, e só de vez em quando.
e talvez de vez em quando doa um bocadinho. talvez de vez em quando seja um bocadinho maior do que quero ver. esta coisa que não digo, e que não é o que podia gostar de ver. mas não é. e dói como se fosse. só que só um bocadinho, e só de vez em quando.
[não tenho a certeza se és tu, mas és o mais parecido com o que de melhor tive.]
.hoje
todo este imenso nada. sente-se como se fosse tudo.
são hábitos, vícios, dependências.
[são as ilusões.]
são hábitos, vícios, dependências.
[são as ilusões.]
6.04.2007
.tu*eu
.de novo
But now i know...
it will never... between me...
again....
where are you?
I thought you'd be there...
You've left me... forever...
again...
it will never... between me...
again....
where are you?
I thought you'd be there...
You've left me... forever...
again...
5.19.2007
5.18.2007
.a ti
"Não sou mais do que um fundo poço.
Sou extremista em individualismo, em determinação, em teimosia e em solidão. Em egoísmo, em ambição, em amor-próprio. Desafio-me com facilidade para lutas cegas, exijo sempre metas distantes, invejo todo o saber, autorizo-me a qualquer tipo de iniciação. Tudo me urge. (…)
Se eu própria me bastasse, fugiria para sempre. Do teu corpo, das mãos quentes.
Mas sou frágil como um grão de neve. Derreto-me com leves sussurros e a ternura estonteia-me. Sofro de constante abstinência de amor."
“Alexandra Maria” in A Noiva Judia
Sou extremista em individualismo, em determinação, em teimosia e em solidão. Em egoísmo, em ambição, em amor-próprio. Desafio-me com facilidade para lutas cegas, exijo sempre metas distantes, invejo todo o saber, autorizo-me a qualquer tipo de iniciação. Tudo me urge. (…)
Se eu própria me bastasse, fugiria para sempre. Do teu corpo, das mãos quentes.
Mas sou frágil como um grão de neve. Derreto-me com leves sussurros e a ternura estonteia-me. Sofro de constante abstinência de amor."
“Alexandra Maria” in A Noiva Judia
.transparente

TU:
pur ond andas t an an!??
=P
EU:
fikei em casa...
tou cansadita...
TU:
as vezes fico a pensar (nao mt tempo mas enfim..) q tipo d pessoa tu m axas....
EU:
hum... n keiras saber..
deixavas de me falar...
lol
TU:
esta m a parecer mais fogo d vista q outra coisa
EU:
cheio de auto-estima...
TU:
nao eh isu...
EU:
eu tou a brincar contigo...
por favor, n deixes de brincar cmg...
e pronto... pk ate simpatizo ctg...
TU:
a verdadeira ideia q tens d mim... (apos qse 40 min d conversa) esta a vir ao d cima.....
'te simpatizo ctg'....
la esta ... i pq pegunto eu.....
:)
EU:
pk? tem de haver um pk?
TU:
n tem... mas pode...
TU:
vamos dormir.. tou podre...
(nao te faças de dificil)
EU:
durma bem*
TU:
as u whish*
5.16.2007
.saudade
5.15.2007
.a outra parte
5.14.2007
.penso

Porque há segredos que só tu e eu sabemos...
Há locais, que só tu e eu conhecemos...
Porque por vezes a espera desespera...
As coisas não nos saem da cabeça...
Os pensamentos são sempre os mesmos ...
Por vezes preciso sentar-me,
E pensar, pensar, pensar e por fim ate pensar...
Por vezes preciso de alguém que me acorde
E me leve todos aqueles pensamentos...
[modelo: filipa]
3.30.2007
.winners

If I could put you in a frame, I'd draw you smiling.With a cigarette in your mouth and your hands reaching out for something.If I could, if I could wear all your clothes I'd still be different.And if I had your speaking voice I'd never whisper.I'd talk and talk and talk
We will be winners.Our heads glued together.And all is indefinite in you
Whatever you've been told.Don't turn to God because you're cold.Try the black one, white is nice.If you want blue, you'll pay the price.Is there no room for us.I'll make a space for us
[...]
Meet me in front of the room where we kissed.Where you changed me, estranged me.Where no one resists.Where I followed you, hollowed by you
[...]
3.12.2007
,fotografia
3.09.2007
.angel
"Eu desistiria da eternidade só para te tocar, pois tu és o mais perto do céu que consigo chegar. Eu não quero voltar para casa agora, o único gosto que sinto é o deste momento. E tudo o que tenho para respirar é o teu amor. Porque cedo ou tarde isto pode acabar...Esta noite, não te deixarei partir...Eu preferiria sentir o cheiro dos teus cabelos, beijar a tua boca, tocar uma vez mais a tua mão, a passar a eternidade sem isso..."
cause i can feel it... do you? just try to feel...
me...
cause i can feel it... do you? just try to feel...
me...
3.05.2007
.vicio

ainda me alteras os passos se te vejo passar. no momento em que somos só dois na multidão. desejamos voltar. ainda me alteras a fala se te encontro parado. nessa cinza esquecida de quem não se interessa. ou de quem não atura os teatros da vida. ainda me fazes pensar. quase achar que te amo. quase achar que o destino se enganou no caminho. esperar que me toques. é vicio que adoro. que me faz pensar. mais uma vez contigo. esquecemos o mal que nos fazemos aos dois. deixar para depois o que fazemos real. mais uma vez um abraço. o abraço de sempre. aquele que sente que para sempre é segredo. impaciente segredo. suave presença perdida em nós. despida de nós. esperar que me toques. é um vicio. o teu mundo é como eu. gosta de saber porquê. só não te quero ver chorar. só não te quero ver olhar para trás. ainda me alteras os passos.
2.23.2007
.saudade

...mas o mais engraçado é que, mesmo assim tão breves momentos, como uma passageira brisa suave de primavera, fico deveras alegre só de te ver, nem que seja ao longe, mas quanto mais perto melhor, muito mais perto melhor, tão perto que possamos sentir os nossos olhos vidrados, uns nos outros, e que tudo o resto paralelo deixe de interessar, porque tudo o resto permanecerá lá, indefinidamente, enquanto que a nossa, minha, tua presença será tão breve que vagueia por entre os teus cabelos, escuros como a noite, lisos como a seda, doces como esses lábios que insistem em ficar longe dos meus.
...hás-de me dizer porque é que nunca partiste...
2.08.2007
2.07.2007
.leveza

Não há como testar qual decisão é a melhor, porque não há base para comparação. Vivemos as coisas conforme elas se apresentam, desavisados, feito um actor entrando frio em cena. E de que vale a vida, se o primeiro ensaio para ela é ela própria? É por isso que a vida é sempre como um esboço. Não, "esboço" não é bem a palavra, porque um esboço constitui-se das linhas gerais de alguma coisa, a base de uma pintura, ao passo que esse esboço que é nossa vida é um esboço de coisa alguma, linhas gerais de pintura nenhuma.
Milan kundera, in "a insustentavel leveza do ser"
2.01.2007
1.30.2007
.fall time.

terça. supostamente vai se à segunda. ao mesmo ao domingo. mala. autocarros. novidades. conversas. chegada. táxi. casa. cigarro. conversas. livros. noite. doí.
...make me go back...
back home....
.back were i belong.
cansas. cidade. desordenação. confusão. sacrifício. porque tem mm de ser. porque tens mesmo de ser. escola. noite. alma. dor. cansaço.
.take me back.
were i belong.
1.29.2007

Disse:
«Não penses. Olha-me só como quem olha. Não julgues ver o que queres ver. Não penses que vais agarrar o que eu já nem sei encontrar. Isto e uma coisa que passa. Não estive a tua espera ate tu apareceres a minha frente a dizeres que sim e a dizeres que não, a ocupar os meus olhos, a entreter os meus dedos e uma parte subtil do sonho que todos temos em nós. Não penses. Estou muito cansada. O meu coração esta muito pesado. Tenho vários como tu dentro de mim. Continua a falar, a tocar-me, a fazer-me sonhar, mas deixa de pensar, peco-te»
- O que querias tu? Nem isso já sabes.
- Porque perguntas? Cala-te.
Faz de conta que morri. O telefone está cortado. Não sabes onde estou. Estou tão cansado que desapareci. Não contes a ninguém. Se não puderes aguentar, esconde-te. Não voltes. As coisas bonitas já doem bastante ao passar uma vez. Faz de conta que morri....
- Porque é que estamos aqui?
- Estamos aqui para nos irmos embora.
[whatever...]
.Pedro Paixão.
.criation.
E assim nos dias em não que te vejo. acordo, ponho os pés no chão e parece que não o sinto. foge-me, tropeço. depois apetece-me ficar a janela a ver as pessoas passarem, invento histórias sobre elas, sobre os seus medos, as suas alegrias, as solidões. invento o que me vem a cabeça no exacto momento em que quero pensar em tudo menos em ti. depois noto que não há história que invente que não seja a minha. apetece-me por a musica no máximo, meter os auscultadores, rebentar com os tímpanos, rebentar com a cabeça para deixar de pensar sistematicamente em ti, sempre em ti. oiço o que ponho a tocar e vem-me milhares de coisas a cabeça. sentes? Não, tu não sentes nada. não percebes, não provocas, não tropeças no chão vazio quando te levantas da cama e de novo pensas sempre o mesmo. sabes? Não, tu não sabes nada, ou não queres saber, ou não te esforças para tentar perceber. um sinal, um gesto, uma palavra. não queres entender, não queres acreditar porque no fundo não te interessa, passa-te ao lado. eu passo-te ao lado. e agora, sentes? Não interessa, não quero saber, não estou minimamente preocupada. quando sentires vou saber, até lá não me interessa, já não interessa…
.worshiping.

Todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada. Ficaram só os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.
Os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram demasiados porque hoje são como o sangue no teu rosto, são como lágrimas. Sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora, não irei negar isso.
Não irei negar nunca que te amei. Nem mesmo quando estiver deitado, nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder.
Os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram demasiados porque hoje são como o sangue no teu rosto, são como lágrimas. Sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora, não irei negar isso.
Não irei negar nunca que te amei. Nem mesmo quando estiver deitado, nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder.
Ultimamente não consigo dormir e não consigo acordar.
Ontem, já muito de noite nas horas em que posso estar ainda mais sozinho, sentei-me ao lume e lembrei-me de quando ficávamos juntos à porta da tua avó e para as pessoas que passavam éramos namorados. Dizíamos conversas só nossas e às vezes beijávamo-nos.
Sentei-me ao lume e pensei no teu corpo quando te abraçava e pensei que talvez naquele momento um homem estivesse a ter prazer dentro de ti.
Hoje sentei-me parado com as mãos paradas, com o rosto parado e lembrei-me da tua pele tão suave, dos teus dedos bonitos, dos teus olhos de menina e penso que talvez neste momento esteja um homem a ter prazer dentro de ti.
in "A criança em ruínas",
muito, meu amor

A porta
esta
aberta.
Empurra-a.
Entra devagar.
Agora, se prestares atenção, podes ver tudo o que se passa dentro do quarto.
Tem cuidado, não faças barulho, tenta não respirar.
Ela esta deitada sobre a cama com um roupão de turco branco entreaberto.
Ele esta de joelhos a beija-la entre as pernas.
A luz e pouca mas suficiente.
Ficaria bem numa cena de filme, a preto e
branco.
Agora podes aproximar-te.
Não batas no candeeiro de pé que apesar de estar apagado está à tua direita.
Agora sim, podes fixar a cara dela.
O que vês?
O prazer.
O prazer é coisa que se veja?
Podia ser dor.
Ouve agora o que dizem os amantes quando se agarram.
Gritam.
Não se entende.
Ela beija-o todo o tempo.
Uma nuvem de sangue tinge lentamente o roupão de turco branco.
Tu olhas, nada mais.
Agora já te podes retirar.
Podemos começar por qualquer lado que tanto faz.
Podemos começar por qualquer lado que tanto faz.
Havemos de la chegar.
Não me perguntes onde.
Quando chegarmos saberás.
Agora é cedo para perguntar.
Ouve só.
...the best... the worst... damn...
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