7.31.2012

Do pedro. Em minúsculas.

No tecido antes perfeito o rasgão irreparável. O que nos une é o que nos separa. O mais seguro é escapar para o lugar de maior perigo. As palavras são suspiros. Vou sozinho como uma sombra. Partir sem saber quando, ou como. Se não fosse a cega coragem para onde seguiríamos? A viagem que fazemos não é nossa, outros a começaram, outros a terminarão.

ASFIXIA

7.30.2012

Porque os dias me esmagam de mais por terem tempo a mais.

7.21.2012


Ouve-se um silêncio que não é nada, numa sombra estranha que te persegue a cada passo, e vais fugindo de ti. Não procuras alcançar o que já não é teu. Traças o teu caminho, devagar. A solidão pode salvar-te os dias, mas não é nela que procuras abrigo. Procuras um chão que te guie, que te diga como e para onde seguir. É assim que te deparas com o silêncio. Um silêncio frio que te come a pele cansada. O caminho é longo. Foste tu que o quiseste assim.

7.16.2012


Esta é a tua vida. A que deixas passar entre os dedos das tuas mãos, sem que a agarres porque não precisas. É tua. Fazes da tua vida e da coragem que nela encontras, o destino que quiseres. O que procuras está tão perto que sentes como que um arrepio na pele quando projectas o tanto que desejas. Reconheces-te por onde passas. Agora, que agarraste uma vida que é a tua.

7.14.2012


E o prazer é a recompensa que acompanha o bom trabalho, entre todos o mais difícil, agora perto, muito perto, o trabalho do amor.

[Paixão]

7.08.2012


sou uma prisão de que fujo, a que regresso.

7.06.2012




Acumulas na memória dias de uma vida que já foi a tua. Há quem te aponte o dedo porque não sabe nada, não sabem nada. Corres depressa porque agora já sabes para onde vais. Deixas tudo para trás e às vezes nem achas bem. Quem fica, fica por cá. Acolhe-te quando ainda assim te observam ao longe, à luz húmida que ofusca os dias que já passaram. Não levas nada contigo e sabes que vais encontrar tudo outra vez. Este é o teu lugar. Não podia ser outro.