Estamos condenados a sermos nós, só nós, apenas nós. E queremos ser tudo e todos, e o infinito, e Deus.
Um dia e depois outro, uma hora e depois outra, um segundo e depois outro, numa sucessão infinita e indiferente. O espaço pode causar claustrofobia, mas o tempo consegue sofucar uma alma.
Julgo sofrer o suficiente.
[Quase gosto da vida que tenho, Pedro Paixão]
O tempo que demorar a passar. A pressa que não é a mesma quando estás em mim.
3.31.2012
3.27.2012
Tempo.
Tenho os dias demasiado vazios em mim, quando não estás. Os dias, as horas passam devagar. Tão devagar que me obrigo a olhar o azul do céu durante um tempo indefinido só para encontrar os teus olhos. O silêncio só pode ser a minha única companhia. A dos meus dias sem ti.
3.25.2012
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
3.24.2012
A esplanada.
Viagem.
Eu já não estou deste lado. Só resta o corpo cansado da presença que insiste em ocupar o mesmo espaço, partilhar o mesmo oxigénio, preencher a ausência de ti. Por nada trocaria o que sinto por ti. Não me atormento em questões morais, não quero saber de nada. O mundo inteiro agora sou eu. E és tu quando estás em mim. Um dia deixarei o outro mundo. Passo a passo, com um sorriso na cara, deixo a vida que vivi até te encontrar. Até me encontrar. Eu, que até e ainda agora, não gosto da vida que levo.
3.23.2012
O desencontro.
As minhas mãos,os meus olhos,os meus sentidos todos deixam de ser
meus para serem teus.
A falta que me fazes, Meu Amor. As horas que tenho pela frente sem sentir a tua pele, o toque. Hoje, só a noite pode ser testemunha dos meus sentidos.
3.22.2012
3.19.2012
3.18.2012
3.17.2012
a rapariga certa.
Por nada trocaria o que sinto por ti. Esta violência que me leva para lugares inóspitos. Escrevo, mas já não consigo. Eu não sabia que era possível. Eu não quero nada. Mesmo nada. Nem sequer que me ames. Nada é preciso. Tudo é mais do que tudo. A sério. O que eu mais quero é que sejas quem és cumprindo o teu destino incomparável. É misterioso amar como te amo. Ignorando tudo. Não quero saber nada. Um compromisso cego. Amo-te muito. Ninguém tem a sorte de amar como eu te amo.
(...)
Em todo o filme a única mancha vermelha é a cor dos teus lábios. Dos meus lábios. Quero ficar para sempre contigo no lugar onde nascem as palavras.
.Paixão
Hei-de te escrever para te provar que as Paixões existem e podem durar a vida toda. Devem.
3.16.2012
Tangerinas.
Vou contar-te a história das Tangerinas. Ou laranjas, como queiras. Tinha 6 anos quando o pai saiu de casa. Pela porta de entrada, com algum aviso prévio, sem deixar nada para trás, sem nenhuma explicação ou justificação. Ao inicio, não doeu. Não senti nada. A minha mãe sentiu tudo. Eu, ainda hoje não sinto, agora que compreendo tanta coisa que não podia compreender. A Laranjeira podia ter sido um porto de abrigo, um refugio. Ao invés, escondi-me em mim própria, escondi-me do mundo, como quem quer viver solitário e não se importa com a solidão. Escrevi, mudei de casa, passei a viver perto das Laranjas, daquelas que escrevo com maiúsculas e que me trazem tanta segurança de mim. Vivi ali durante 10 anos. 10 anos, uma soma de tantos anos e de tantas vidas. Debaixo de uma Laranjeira onde esperei por ti até ser manhã. Até ser dia, um dia que me trouxesse para perto de ti. O refúgio que nunca mais chegava acabou por me levar para outro porto. Para uma outra vida. Tenho tantas vidas em mim, e escrevo sobre elas sem nunca me cansar. As Laranjas trazem-me para uma vida onde sei que sou feliz, onde podia em paz, ser quem nunca fui. Sem medo, sem dor, sem pensar no futuro, no bem e no mal. Tu, que me fazes tão feliz, fizeste com que voltasse a sentir o calor da minha laranjeira. Agora, já cansada de tantas histórias que lhe contei, vou enfim, poder contá~las a ti. Só a ti.
coragem.
Há definitivamente conceitos bem difíceis de explicar. Se isto é estar apaixonada, o que quer que seja estar assim. Usar todo o tempo até acabar o tempo, quando deixa de ser meu para estar preenchido com tanto de ti. Com as tuas mãos. As tuas mãos na minha cara, no meu cabelo, nas minhas mãos. Que já há tanto deixaram de ser minhas para passarem a ser tuas, a procura de ti, de te tocar. Já não sei distinguir quem era antes de o ser contigo. Desde que te dei as minhas mãos, desde que te dei a minha vida.
3.15.2012
A tua mão na minha.
Quero escrever-te. Mais que nunca, quero voltar a escrever sobre ti. Sobre nós. Que ainda não somos nós a ser por completo. Quero contar-te a minha vida e todas as vidas que tenho em mim e que julgas querer conhecer. Desejo afundar a minha alma nos teus olhos como se pudesse inundar a teu pensamento com o meu ser, servir-me de ti por completo. Quero irremediavelmente que sejas meu.
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