1.30.2007

.fall time.


terça. supostamente vai se à segunda. ao mesmo ao domingo. mala. autocarros. novidades. conversas. chegada. táxi. casa. cigarro. conversas. livros. noite. doí.


...make me go back...


back home....

.back were i belong.


cansas. cidade. desordenação. confusão. sacrifício. porque tem mm de ser. porque tens mesmo de ser. escola. noite. alma. dor. cansaço.


.take me back.

were i belong.

1.29.2007



Disse:


«Não penses. Olha-me só como quem olha. Não julgues ver o que queres ver. Não penses que vais agarrar o que eu já nem sei encontrar. Isto e uma coisa que passa. Não estive a tua espera ate tu apareceres a minha frente a dizeres que sim e a dizeres que não, a ocupar os meus olhos, a entreter os meus dedos e uma parte subtil do sonho que todos temos em nós. Não penses. Estou muito cansada. O meu coração esta muito pesado. Tenho vários como tu dentro de mim. Continua a falar, a tocar-me, a fazer-me sonhar, mas deixa de pensar, peco-te»


- O que querias tu? Nem isso já sabes.


- Porque perguntas? Cala-te.


Faz de conta que morri. O telefone está cortado. Não sabes onde estou. Estou tão cansado que desapareci. Não contes a ninguém. Se não puderes aguentar, esconde-te. Não voltes. As coisas bonitas já doem bastante ao passar uma vez. Faz de conta que morri....


- Porque é que estamos aqui?


- Estamos aqui para nos irmos embora.


[whatever...]

.Pedro Paixão.

.criation.

E assim nos dias em não que te vejo. acordo, ponho os pés no chão e parece que não o sinto. foge-me, tropeço. depois apetece-me ficar a janela a ver as pessoas passarem, invento histórias sobre elas, sobre os seus medos, as suas alegrias, as solidões. invento o que me vem a cabeça no exacto momento em que quero pensar em tudo menos em ti. depois noto que não há história que invente que não seja a minha. apetece-me por a musica no máximo, meter os auscultadores, rebentar com os tímpanos, rebentar com a cabeça para deixar de pensar sistematicamente em ti, sempre em ti. oiço o que ponho a tocar e vem-me milhares de coisas a cabeça. sentes? Não, tu não sentes nada. não percebes, não provocas, não tropeças no chão vazio quando te levantas da cama e de novo pensas sempre o mesmo. sabes? Não, tu não sabes nada, ou não queres saber, ou não te esforças para tentar perceber. um sinal, um gesto, uma palavra. não queres entender, não queres acreditar porque no fundo não te interessa, passa-te ao lado. eu passo-te ao lado. e agora, sentes? Não interessa, não quero saber, não estou minimamente preocupada. quando sentires vou saber, até lá não me interessa, já não interessa…

.worshiping.


Todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada. Ficaram só os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte.
Os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram demasiados porque hoje são como o sangue no teu rosto, são como lágrimas. Sei que nos amámos muito e um dia, quando já não te encontrar em cada instante, em cada hora, não irei negar isso.
Não irei negar nunca que te amei. Nem mesmo quando estiver deitado, nu, sobre os lençóis de outra e ela me obrigar a dizer que a amo antes de a foder.


Ultimamente não consigo dormir e não consigo acordar.


Ontem, já muito de noite nas horas em que posso estar ainda mais sozinho, sentei-me ao lume e lembrei-me de quando ficávamos juntos à porta da tua avó e para as pessoas que passavam éramos namorados. Dizíamos conversas só nossas e às vezes beijávamo-nos.
Sentei-me ao lume e pensei no teu corpo quando te abraçava e pensei que talvez naquele momento um homem estivesse a ter prazer dentro de ti.
Hoje sentei-me parado com as mãos paradas, com o rosto parado e lembrei-me da tua pele tão suave, dos teus dedos bonitos, dos teus olhos de menina e penso que talvez neste momento esteja um homem a ter prazer dentro de ti.


in "A criança em ruínas",

muito, meu amor



A porta


esta

aberta.

Empurra-a.

Entra devagar.

Agora, se prestares atenção, podes ver tudo o que se passa dentro do quarto.

Tem cuidado, não faças barulho, tenta não respirar.

Ela esta deitada sobre a cama com um roupão de turco branco entreaberto.

Ele esta de joelhos a beija-la entre as pernas.

A luz e pouca mas suficiente.

Ficaria bem numa cena de filme, a preto e

branco.

Agora podes aproximar-te.

Não batas no candeeiro de pé que apesar de estar apagado está à tua direita.

Agora sim, podes fixar a cara dela.

O que vês?

O prazer.

O prazer é coisa que se veja?

Podia ser dor.


Ouve agora o que dizem os amantes quando se agarram.

Gritam.

Não se entende.

Ela beija-o todo o tempo.

Uma nuvem de sangue tinge lentamente o roupão de turco branco.

Tu olhas, nada mais.

Agora já te podes retirar.
Podemos começar por qualquer lado que tanto faz.

Havemos de la chegar.

Não me perguntes onde.

Quando chegarmos saberás.

Agora é cedo para perguntar.

Ouve só.

...the best... the worst... damn...


beautiful...

so damn

beautiful....

make it

perfect.....................................


[feel it... just.... won't you to feel................. can you]


JuSt to easy....


YoU

sO

DamN

BeAuTifUl......