- i'm back...
- now what?
- we should start over again...
- and again......
10.07.2007
9.14.2007
_friend

« Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto! - "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Fernando Pessoa
9.09.2007
_um ou dois
tu insistes. espias.
eu só me desvio.
e olha, até agora tem corrido bem,
tem dado resultado.
[afinal ha mesmo coisas fantásticas, não há]
eu só me desvio.
e olha, até agora tem corrido bem,
tem dado resultado.
[afinal ha mesmo coisas fantásticas, não há]
8.28.2007
8.26.2007
.é tempo

parece que afinal sempre tinhas razão. se calhar fechei mesmo o livro cedo de mais. mas é assim. há sempre coisas que têm de ser feitas, e esta era uma delas. há coisas que têm mesmo de ser, e não são porque são, são porque têm de ser aquilo que sempre foram. seguir a ordem natural das coisas. a ideia não era bem esta, começamos mal, e vamos acabar mal. porque eu quero encerrar de vez o livro, pode ser? já não há prologo nem epilogo que lhe valha, já não há historia. a historia que queríamos construir, construímos. eu sei. nem sei se há historia que possa ser contada. há aquele minúsculo, microscópico momento que merece ser guardado, transcrito para que não caia na memória do esquecimento, na memória do passado. ignorância. talvez seja isso. não, é isso mesmo. vou voltar a escrever o livro. vou riscá-lo, corrigi-lo, apagá-lo se for preciso. a única coisa que deixo é o tal microscópico momento em que me fizeste acreditar que era verdade. éramos verdade. e estava certo. que existia um nós. um pequenino nós. que, é pena, vício, mas o teu tempo acabou.
[eu sei. os príncipes encantados também existem]
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