
parece que afinal sempre tinhas razão. se calhar fechei mesmo o livro cedo de mais. mas é assim. há sempre coisas que têm de ser feitas, e esta era uma delas. há coisas que têm mesmo de ser, e não são porque são, são porque têm de ser aquilo que sempre foram. seguir a ordem natural das coisas. a ideia não era bem esta, começamos mal, e vamos acabar mal. porque eu quero encerrar de vez o livro, pode ser? já não há prologo nem epilogo que lhe valha, já não há historia. a historia que queríamos construir, construímos. eu sei. nem sei se há historia que possa ser contada. há aquele minúsculo, microscópico momento que merece ser guardado, transcrito para que não caia na memória do esquecimento, na memória do passado. ignorância. talvez seja isso. não, é isso mesmo. vou voltar a escrever o livro. vou riscá-lo, corrigi-lo, apagá-lo se for preciso. a única coisa que deixo é o tal microscópico momento em que me fizeste acreditar que era verdade. éramos verdade. e estava certo. que existia um nós. um pequenino nós. que, é pena, vício, mas o teu tempo acabou.
[eu sei. os príncipes encantados também existem]
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