7.21.2012


Ouve-se um silêncio que não é nada, numa sombra estranha que te persegue a cada passo, e vais fugindo de ti. Não procuras alcançar o que já não é teu. Traças o teu caminho, devagar. A solidão pode salvar-te os dias, mas não é nela que procuras abrigo. Procuras um chão que te guie, que te diga como e para onde seguir. É assim que te deparas com o silêncio. Um silêncio frio que te come a pele cansada. O caminho é longo. Foste tu que o quiseste assim.

1 comentário:

Rita disse...

Gostei do texto mas vou comentar a imagem. O silêncio da biblioteca tem um efeito apaziguador sobre mim.

E depois lembro-me dos nossos trabalhos na biblioteca e do quão violámos esse silêncio.

Tenho saudades mas é um tempo a que não quero voltar. Mas estou grata que tenhas regressado à minha vida...